Abril 2008


Trabalho

Resumo: este post é mais um da série que pretende analisar o livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia“ do Falconi.

Esta parte do capítulo faz um reforço em um concento que é básico, mas que muita gente ainda desconhece ou confunde. Isso é devido ao fato de estarmos acostumados a compreender a distribuição do trabalho baseando-nos em uma visão de hierarquia. Mas se quisermos realmente caminhar em direção à qualidade, precisamos mudar essa percepção.

As empresas que trabalham hoje orientando-se hoje nos requisitos mundiais de qualidade organizam seu trabalho com foco em processos e é isso que vamos começar a perceber a partir desse momento.

Como é conduzido o trabalho dentro de uma empresa

Essencialmente uma empresa é composta de duas estruturas básicas: a organização hierárquica e as funções. As funções representam o tipo de trabalho que é realizado dentro de uma organização, e esta pode ser representada através de um organograma com a sua estrutura de cargos.

Resumindo, função significa o tipo de trabalho e cargo é posição em uma hierarquia.

As funções são classificadas em funções gerenciais e funções operacionais. Dentro das funções gerenciais temos as funções de direção e gerenciamento. As funções operacionais são compostas pelas funções de supervisão e operação. Na figura abaixo podemos ver graficamente esta subdivisão.

Diagrama de Funções

Dentro de uma empresa as pessoas ocupam um cargo, mas podem desempenhar várias funções, o que quer dizer que não é o cargo que limita as funções que uma pessoa pode desempenhar. Na verdade, o que deveria determinar as funções que uma pessoa vai exercer são as suas capacidades, que podem ser desenvolvidas tanto para funções operacionais, quanto para gerenciais. Além disso, ainda pode ocorrer a situação onde várias pessoas, ocupando cargos diferentes, estão executando a mesma função.

As funções que foram anteriormente apresentadas nunca mudarão em uma empresa, elas poderão ter uma diferenciação no foco e no tempo gasto em cada uma, mas sempre serão as mesmas. Já a organização hierárquica pode e deverá mudar muitas vezes ao longo da vida da empresa. As mudanças podem acontecer em função de fatores como:

  • Modificações do mercado;
  • Crescimento profissional das pessoas em decorrência da educação e do treinamento;
  • Influência da tecnologia da informação;
  • Mudanças mercadológicas;
  • Influência da cultura local;
  • Influência das pessoas, etc.

Creio que com estas poucas linhas já temos condições de diferenciar de forma clara a hierarquia das funções de trabalho. Na próxima parte deste capítulo falaremos sobre o tipo de trabalho realizado em cada função, onde será também apresentado um gráfico com o cerne do fluxo de trabalho de uma empresa.

Trabalho

Resumo: este post é mais um da série que pretende analisar o livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia“ do Falconi.

Para quem você trabalha? Porque você trabalha?

Confesso que há menos de um ano atrás minha percepção era bem diferente da que tenho hoje. Digamos que era bem “autocentroumbiguista”, ou seja, tudo está girando em torno do meu umbigo. Tenho pra mim que a grande maioria das pessoas ainda pensa assim, que a essência trabalho está centrada em si mesmo, que não há influência de terceiros e que não há efeito sobre terceiros. Somos senhores do nosso ofício, afinal, somos nós que sabemos como nosso trabalho deve ser realizado para que seja de qualidade e para que gere resultados.

“A única razão pelo qual você trabalha é porque alguém precisa do resultado do seu trabalho.”

Mas para quem de fato eu trabalho? Para mim mesmo? Sou eu que usufruo dos resultados diretos do meu trabalho? A primeira citação que faço do Falconi nos dá uma visão um pouco diferente da que estamos acostumados. O que ele quer dizer com essa frase é que se temos trabalho hoje, é porque há alguém que precisa do resultado do nosso esforço, ou seja, estamos trabalhando para atender as necessidades de alguém, esta necessidade é que nos emprega.

“No final das contas, nós todos trabalhamos para ajudar-nos mutuamente a SOBREVIVER.”

Mas eu não trabalho somente para atender as necessidades das pessoas, afinal, eu preciso sobreviver também! Este é o ponto tocado pela segunda citação do Falconi, é tudo uma questão de troca. O cliente necessita do resultado do meu trabalho para sobreviver, e eu, atendendo sua necessidade, recebo uma gratificação que também me permite sobreviver.

Então, o que é o trabalho? É uma questão de SOBREVIVÊNCIA, sua e do seu cliente.

Assim, poderíamos definir que uma empresa é uma organização de seres humanos trabalhando para atender as necessidades de outros seres humanos.

Você já havia feito essa análise antes? Então aproveite a oportunidade e tente entender porque você ou seu negócio podem estar tendo dificuldades. Você está oferecendo SOBREVIVÊNCIA para os seus clientes, internos e externos (internos sim, você e seu colega têm o mesmo relacionamento cliente x fornecedor)? Ou você está criando fatores que DIFICULTAM a sobrevivência dos seus clientes? Esta pode ser a resposta que você estava procurando.

Absorvida essa nova perspectiva do que é trabalho, vamos começar a entrar em uma nova dimensão, a da satisfação das expectativas e do valor agregado.

Considerando tudo o que foi dito acima, o que eu preciso fazer para SOBREVIVER? Atender as necessidades de SOBREVIVÊNCIA dos meus clientes, certo? Certo! Mas e se eu quiser mais do que sobreviver? Isso me lembra a citação que fiz do Falconi no post anterior, acho que vale a pena repetir:

“Sua meta é ser o melhor do mundo naquilo que você faz. Não existem alternativas!”

Acredito que se estás aqui lendo este texto é porque não pensas apenas em sobreviver, assim como eu. Então o que precisamos fazer para estar à frente, para sermos os melhores no que fazemos? Vamos falar sobre valor agregado.

Você saberia dizer quando o resultado do seu trabalho agrega valor para o seu cliente? Ou melhor, o que é valor agregado?

Satisfazer a necessidade do seu cliente é gerar valor. Mas, o valor deve ser percebido pelo cliente, caso contrário, não conta como valor agregado, é valor DESPERDIÇADO.

Se agregar valor é satisfazer, o que eu tenho que fazer para aumentar o valor agregado? Aumentar a satisfação! Isso quer dizer que para aumentar o valor agregado, eu preciso aumentar ou adicionar mais características ao meu produto ou serviço que satisfazem o meu cliente. Esclarecedor, não?

Então quando você diz que sabe como as coisas devem ser feitas para que seu trabalho gere resultados, procure pensar na necessidade que é atendida com esse trabalho. A pessoa dona desta necessidade é quem vai dizer se o que você faz está gerando valor (necessidade), agregando valor (superando a necessidade) ou dificultando sua sobrevivência (necessidade não atendida). Como saber o que gera valor para o cliente? E eu vou saber? Pergunte a ele, é ele quem sabe!

E quando você quiser mudar as coisas, tome cuidado para não começar errado, lembre-se do “autocentroumbiguismo”. Se vamos mudar, temos que mudar para agregar mais valor para nosso CLIENTE, caso contrário, e como já falei antes, será desperdício de esforço, tempo e dinheiro.

Bom, vou finalizando por aqui. Espero que este texto lhe seja útil, pelo menos para fazê-lo refletir um pouco sobre o seu trabalho.

Abraços e até a próxima.

Obs.: Este conteúdo é uma análise do livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia”, conforme já apontado no post inaugural da série.

Prêmio Nacional da Qualidade
Começamos na semana passada a fazer um trabalho interessante na empresa onde trabalho, formamos um grupo de estudos para trabalhar os conceitos apresentados no livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia” do Falconi, publicado pelo INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial).

Já no início do livro fiquei muito interessado avaliando o método de estudo proposto e os objetivos a que o livro se propõe, mas minha intenção não é escrever aqui sobre isso. O que posso dizer é que o livro é muito bom, recomendo à todos que têm a intenção de fazer suas empresas começarem a trabalhar orientados para qualidade.

“Sua meta é ser o melhor no mundo naquilo que você faz. Não existem Alternativas.” Falconi.

A propósito, a imagem acima é o troféu do PNQ, ou seja, Prêmio Nacional de Qualidade, que é promovido pela FNQ, Fundação Nacional da Qualidade. Penso que alguns leitores não conhecerão estas siglas, assim como eu não conhecia até a metade do ano passado.

Bom, também não é sobre isso que quero falar hoje. Vim aqui para abrir este tema do livro e dizer que os próximos posts estarão relacionados ao seu conteúdo. Minha intenção é unir o útil ao agradável, pois já que terei que estudar o tema para os encontros do nosso grupo de estudos da empresa, porque não escrever minhas conclusões aqui?

Eu espero sinceramente que este assunto agrade a todos como me agradou.

Capítulos já analisados:

Capítulo I - Entenda seu Trabalho (Parte I)
Capítulo I - Entenda seu Trabalho (Parte II)
Capítulo I - Entenda seu Trabalho (Parte III)

Capítulo II - Arrumando a Casa (Parte I)

Abraços.