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Resumo: este post é mais um da série que pretende analisar o livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia“ do Falconi.
Para quem você trabalha? Porque você trabalha?
Confesso que há menos de um ano atrás minha percepção era bem diferente da que tenho hoje. Digamos que era bem “autocentroumbiguista”, ou seja, tudo está girando em torno do meu umbigo. Tenho pra mim que a grande maioria das pessoas ainda pensa assim, que a essência trabalho está centrada em si mesmo, que não há influência de terceiros e que não há efeito sobre terceiros. Somos senhores do nosso ofício, afinal, somos nós que sabemos como nosso trabalho deve ser realizado para que seja de qualidade e para que gere resultados.
“A única razão pelo qual você trabalha é porque alguém precisa do resultado do seu trabalho.”
Mas para quem de fato eu trabalho? Para mim mesmo? Sou eu que usufruo dos resultados diretos do meu trabalho? A primeira citação que faço do Falconi nos dá uma visão um pouco diferente da que estamos acostumados. O que ele quer dizer com essa frase é que se temos trabalho hoje, é porque há alguém que precisa do resultado do nosso esforço, ou seja, estamos trabalhando para atender as necessidades de alguém, esta necessidade é que nos emprega.
“No final das contas, nós todos trabalhamos para ajudar-nos mutuamente a SOBREVIVER.”
Mas eu não trabalho somente para atender as necessidades das pessoas, afinal, eu preciso sobreviver também! Este é o ponto tocado pela segunda citação do Falconi, é tudo uma questão de troca. O cliente necessita do resultado do meu trabalho para sobreviver, e eu, atendendo sua necessidade, recebo uma gratificação que também me permite sobreviver.
Então, o que é o trabalho? É uma questão de SOBREVIVÊNCIA, sua e do seu cliente.
Assim, poderíamos definir que uma empresa é uma organização de seres humanos trabalhando para atender as necessidades de outros seres humanos.
Você já havia feito essa análise antes? Então aproveite a oportunidade e tente entender porque você ou seu negócio podem estar tendo dificuldades. Você está oferecendo SOBREVIVÊNCIA para os seus clientes, internos e externos (internos sim, você e seu colega têm o mesmo relacionamento cliente x fornecedor)? Ou você está criando fatores que DIFICULTAM a sobrevivência dos seus clientes? Esta pode ser a resposta que você estava procurando.
Absorvida essa nova perspectiva do que é trabalho, vamos começar a entrar em uma nova dimensão, a da satisfação das expectativas e do valor agregado.
Considerando tudo o que foi dito acima, o que eu preciso fazer para SOBREVIVER? Atender as necessidades de SOBREVIVÊNCIA dos meus clientes, certo? Certo! Mas e se eu quiser mais do que sobreviver? Isso me lembra a citação que fiz do Falconi no post anterior, acho que vale a pena repetir:
“Sua meta é ser o melhor do mundo naquilo que você faz. Não existem alternativas!”
Acredito que se estás aqui lendo este texto é porque não pensas apenas em sobreviver, assim como eu. Então o que precisamos fazer para estar à frente, para sermos os melhores no que fazemos? Vamos falar sobre valor agregado.
Você saberia dizer quando o resultado do seu trabalho agrega valor para o seu cliente? Ou melhor, o que é valor agregado?
Satisfazer a necessidade do seu cliente é gerar valor. Mas, o valor deve ser percebido pelo cliente, caso contrário, não conta como valor agregado, é valor DESPERDIÇADO.
Se agregar valor é satisfazer, o que eu tenho que fazer para aumentar o valor agregado? Aumentar a satisfação! Isso quer dizer que para aumentar o valor agregado, eu preciso aumentar ou adicionar mais características ao meu produto ou serviço que satisfazem o meu cliente. Esclarecedor, não?
Então quando você diz que sabe como as coisas devem ser feitas para que seu trabalho gere resultados, procure pensar na necessidade que é atendida com esse trabalho. A pessoa dona desta necessidade é quem vai dizer se o que você faz está gerando valor (necessidade), agregando valor (superando a necessidade) ou dificultando sua sobrevivência (necessidade não atendida). Como saber o que gera valor para o cliente? E eu vou saber? Pergunte a ele, é ele quem sabe!
E quando você quiser mudar as coisas, tome cuidado para não começar errado, lembre-se do “autocentroumbiguismo”. Se vamos mudar, temos que mudar para agregar mais valor para nosso CLIENTE, caso contrário, e como já falei antes, será desperdício de esforço, tempo e dinheiro.
Bom, vou finalizando por aqui. Espero que este texto lhe seja útil, pelo menos para fazê-lo refletir um pouco sobre o seu trabalho.
Abraços e até a próxima.
Obs.: Este conteúdo é uma análise do livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia”, conforme já apontado no post inaugural da série.
15 Abril, 2008 at 3:53 pm
Isso tudo forma um ciclo então:
Pessoas satisfeitas – valor agregado – mais trabalho – mais pessoas satisfeitas…
Não é tão simples quanto parece, mas se lembrarmos disso sempre conseguiremos manter o clientes satisfeitos e também nossa necessidade de continuar os atendendo.
Cara, (não sei porque mas) eu lembrei da teoria das janelas quebradas.
(http://en.wikipedia.org/wiki/Fixing_Broken_Windows)
Se você encontra uma janela quebrada é fácil quebrar mais uma, mas se todas estiverem conservadas você não vai ser o primeiro a começar, né?
Porque não começar consertando as janelas no seu trabalho? Seu cliente com certeza irá perceber isso e vai tentar também fazer a parte dele.
Abraço!
15 Abril, 2008 at 4:51 pm
Sim Felipe, é um ciclo de sobrevivência mesmo.
E o valor agregado é a ponte para alcançar a satisfação do seu cliente. Mas se você quiser estar à frente, encantá-lo, você precisa adicionar um plus nessa satisfação. Como? Agregando valor, que deve ser perceptível para o cliente.
Quanto a teoria das janelas quebradas, eu não conhecia, mas acho que cabe aqui sim. Penso que não somos educados para servir (lembrei do livro do James Hunter, O Monge e o Executivo), por isso não conseguimos começar a “consertar as janelas”, não faz parte de nossas crenças.
Mas este post quer forçar uma reflexão justamente neste sentido, então tomara que eu consiga formar alguns “vidraceiros” com estas poucas palavras… hehe.
Obrigado pelo comentário Felipe.
Um abraço.
16 Abril, 2008 at 9:11 pm
Realmente, concordo contigo que temos que mudar. Nunca tinha pensado por este lado. Sempre pensava, sim, na sobrevivência, mas nunca havia analisado isso sob a ótica de que, se subirmos em escala, o mundo todo coopera mutuamente para sobreviver.
Eu estava assistindo um documentário na Discovery Channel sobre o que aconteceria se um meteoro caísse na terra. É incrível, a primeira coisa que desaparece é a cadeia de ajuda mútua, que desmantela quase que instantâneamente o conceito de sociedade. Logo, com o passar do tempo e do aumento das dificuldades, as pessoas passam a perceber que elas dependem muito mais das pessoas à sua volta para sobreviver.
Realmente bastante interessante o assunto levantado, tu está de parabéns com seu blog.
Abração fii !!
1 Junho, 2008 at 9:19 pm
[...] Capítulo I – Entenda seu Trabalho (Parte I) [...]
24 Julho, 2008 at 12:59 pm
Ivan,
Gostei do post e achei interessante como ele relaciona-se com um assunto que venho estudando há algum tempo: Análise de Negócios.
O ponto que tocou foi:
“Se vamos mudar, temos que mudar para agregar mais valor para nosso CLIENTE, caso contrário, e como já falei antes, será desperdício de esforço, tempo e dinheiro.”
É uma declaração simples, mas é incrível como esquecemos disso. Em Análise de Negócios buscamos ENTENDER em que pontos são realmente necessárias as mudanças, para que assim os sistemas de informação AGREGUEM valor de verdade (e não cair na armadilha de transformar os meios em fins).
Att,
Shigueru.
24 Julho, 2008 at 2:09 pm
Olá Shigueru,
Penso que teu trabalho de análise de negócios esteja voltado para soluções de tecnologia, como ocorre em grande parte dos casos.
Acredito que nós da TI temos uma dificuldade especial de nos desconectarmos do domínio da solução para entrarmos a fundo no domínio do negócio, mas também sei que isso é histórico.
É por isso que existem tantos clientes insatisfeitos com empresas de software, elas não têm foco no cliente, têm foco na tecnologia.
Como você mesmo disse, transformaram o meio em fim.
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Abraços.
29 Agosto, 2008 at 2:45 pm
Preciso urgentimente de uma ajuda de como montar uma rotina de trabalho. Estou abrindo uma empresa de vendas de perfumes e cosméticos importados, mas não tenho nenhum conhcimento em organização. Se alguém puder me ajudar desde já agradeço.
janaina-barro@hotmail.com
14 Outubro, 2009 at 9:44 pm
Olá, preciso de ajuda para falar sobre o tema gerenciamento da rotina na faculdade. Tenho o livro do falconi, mas não tenho tempo hábil de ler todo o livro e assimilar o conteúdo… se alguém puder me ajudar, fico muito grata.
Obrigada.