Agosto 2008


O blog mudou! Você poderá acessar este mesmo artigo mais atualizado no novo site.

Resumo: este post é mais um da série que pretende analisar o livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia“ do Falconi.

Gerente como líder de mudanças

O principal objetivo desta parte do livro é destacar a importância que as mudanças têm para a sobrevivência da empresa dentro de um mercado global e competitivo, indicando qual o papel do líder neste processo.

Para que a empresa tenha condições de sobreviver e evoluir neste mercado, só há um caminho: trabalhar com metas tão agressivas quanto o próprio mercado. Se eu quero alcançar metas é preciso promover mudanças, esse é o processo gerencial. E se as metas são agressivas, as mudanças serão proporcionalmente drásticas.

Sabemos que é nato do homem resistir à mudança, independente de sua abrangência ou da parte da sua vida que é afetada por ela. O fato é que não gostamos de mudar, abandonar a zona de conforto, a segurança. “Em time que está ganhando não se mexe”, não é isso? Se mantiver os mesmos titulares com a mesma tática por muitos jogos seu time ficará previsível e em breve seus concorrentes te pegam na tabela, é assim que funciona, é assim que o mercado trabalha.

O líder terá que trabalhar a resistência às mudanças de forma inteligente e firme, pois o sucesso desta empreitada depende em 90% das pessoas e 10% dos métodos. O método pode ser fantástico, mas se as pessoas não estavam preparadas e comprometidas com a mudança, já era, nada feito, o fracasso é eminente.

O mais engraçado é que quando as pessoas começam a se defender, as mais variadas, curiosas e criativas desculpas são apresentadas. Vou roubar do livro alguns exemplos que o Falconi nos apresenta:

Gosto muito de aplicar este método! É sensacional! Mas acho que preciso de mais treinamento, pois sinto dificuldades…

Fui a uma conferência e descobri outros conhecimentos… Vamos discutir mais estas coisas. DEPOIS nós trabalharemos este método…

Puxa vida! NUNCA estive tão ocupado em minha vida! Não estou tendo tempo para aplicar o método…

acho que existem outros métodos mais apropriados ao caso de áreas administrativas e de serviço. O método proposto é muito bom para manufatura. O nosso caso é diferente…

São boas não é mesmo? Eu mesmo já ouvi algumas bem interessantes, não só de colaboradores, mas também de pessoas da gerência que também temiam a mudança.

O sucesso no processo de mudança está apoiado em dois fatores:

  • Liderança
  • Educação e treinamento

Chega a ser até redundante falar isso, mas o óbvio para alguns pode não ser para outros, então lá vai: a qualidade com que a liderança atua é fator decisivo para o sucesso do local onde ela está inserida.

Organizações onde seus diretores são excelentes líderes demonstram serem empresas de sucesso, competitivas, ousadas. O mesmo ocorre em departamentos que são coordenados por líderes excepcionais. Isso quer dizer que a qualidade dos resultados onde o líder atua está diretamente ligada à capacidade do líder em organizar pessoas em função de dos objetivos da empresa. Citando Falconi:

Boa liderança
é sinônimo de boas mudanças.

Vamos falar sobre educação e treinamento.

Pense nos livros que leu, nas aulas da faculdade que assistiu, nas palestras, workshops, etc. Este conteúdo que absorvemos é conhecimento mental, informações coletadas e armazenadas em nosso cérebro, com nenhuma, pouca ou muita relevância. A questão é que grande parte do que absorvemos não se transforma em conhecimento prático.

Mas pera lá, conhecimento mental não tem valor?

Tem, ele é a base para o conhecimento prático, mas o conhecimento que gera resultados é o que vem em função da prática. De nada adianta estudar se você não tem habilidade de aplicar o que aprende.

Tem mais, o que lemos e não praticamos esquecemos com facilidade. É como se você lesse sobre como andar de bicicleta, mas nunca botasse a bunda no assento de uma. O conhecimento que agrega valor para as empresas é aquele que é praticado, é ele que fará as coisas acontecerem.

E onde o conhecimento prático se enquadra dentro do que estamos falando? Simples, mudar exige a prática de novos conhecimentos.

Ao líder cabe a responsabilidade de ensinar e treinar pessoalmente para que o conhecimento possa ser aplicado no dia-a-dia. O líder deverá colocá-los para executar os novos conhecimentos adquiridos, acompanhando-os de perto, incentivando-os e orientando-os. Bons resultados devem sempre ser comemorados.

Falconi termina esta parte do livro com palavras que eu considero fortes, não é coisa pra analisar, é para ler e absorver e refletir:

O LÍDER sabe que as MUDANÇAS são o único caminho para a SOBREVIVÊNCIA de sua empresa.

Lidere estas mudanças! Lembre-se: nós seres humanos, detestamos mudanças. Não é fácil liderar mudanças.

Gerência é lugar para líderes:
nem todos nós somos líderes.

E você, está preparado para liderar mudanças?

Bagunça

O blog mudou! Você poderá acessar este mesmo artigo mais atualizado no novo site.

Resumo: este post é mais um da série que pretende analisar o livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia“ do Falconi.

O que é “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia”

As funções operacionais são as onde gasta-se a maior quantidade de horas de trabalho em uma empresa. Isso quer dizer que funções gerenciais não conseguirão bons resultados se as funções operacionais não estiverem funcionando bem.

Falconi afirma que “arrumar a casa” equivale a melhorar o “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia”. Mas como fazer isso?

As pessoas que trabalham em funções operacionais precisam ser AS MELHORES NO MUNDO naquilo que fazem. Parece muito difícil? Não é, basta que não hajam anomalias, ou seja, que os padrões sejam seguidos à risca.

E se houverem anomalias? Elas precisam ser eliminadas!

Segundo Falconi, o “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia” é fundamentado:

1. Pela perfeita definição da autoridade e da responsabilidade de cada pessoa;

2. Na padronização dos PROCESSOS e do TRABALHO;

3. Na monitoração dos RESULTADOS destes processos e sua comparação com as METAS;

4. Na AÇÃO CORRETIVA no PROCESSO, a partir dos DESVIOS encontrados nos RESULTADOS, quando comparados com as METAS;

5. Num bom ambiente de trabalho (5S) e na máxima utilização do potencial mental das pessoas (CCQ e SISTEMA DE SUGESTÕES);

6. Na busca contínua da PERFEIÇÃO.