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Resumo: este post é mais um da série que pretende analisar o livro “Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia” do Falconi.

Esta parte do capítulo permitirá que compreendamos como o trabalho em uma empresa deve estar organizado dentro dos tipos de funções, conforme vimos no post anterior. Além disso, veremos os efeitos causados pelas anomalias dentro do processo de trabalho e qual a importância de eliminá-las para que a empresa possa crescer e evoluir.

Qual o tipo de trabalho em cada função?

Vamos começar falando das anomalias, o que são e como influenciam o fluxo normal das funções.

Quem está acostumado a conceitos de processos de qualidade poderá conhecer anomalia como “não-conformidade”, são sinônimos. Particularmente, gosto de usar o termo anomalia que sugere algo indesejável.

Para contextualizar, resolvi procurar a definição de anomalia no dicionário, então acabei compreendendo porque o autor designa este termo, ao invés de “não-conformidade”.

anomalia: desvio acentuado de um padrão normal; anormalidade, desigualdade, irregularidade, monstruosidade.

Monstruosidade ficou meio forte, mas eu destacaria dentre as definições o desvio de padrão normal, anormalidade e irregularidade.

Certo, mas o que poderíamos chamar de anomalia dentro de uma empresa? Eu diria que são todos os tipos de desperdícios que podem ocorrer em uma empresa, qualquer esforço ou recurso gasto que não gere valor agregado para o cliente, ou ainda, tudo o que foge do padrão. Conforme definição do Falconi, anomalia:

São quebras de equipamento, qualquer tipo de manutenção corretiva, defeitos em produto, refugos, retrabalhos, insumos fora de especificação, reclamação de clientes, vazamentos de qualquer natureza, paradas de produção por qualquer motivo, atrasos nas compras, erros em faturas, erros de previsão de vendas, etc. Em outras palavras: são todos os eventos que fogem do normal.

Na tabela abaixo podemos compreender como funciona o tipo de trabalho, com e sem anomalias:

Tabela Tipo de Trabalho

Na coluna mais à direita da tabela visualizamos o fluxo de trabalho com anomalias. Todo o trabalho realizado neste lado da tabela não agrega valor, é simples desperdício de recursos, portanto, eliminar as anomalias deve ser prioridade em qualquer organização.

No parágrafo acima, que define anomalia, uma das descrições cita que uma anomalia seria “tudo o que foge do padrão”. Nesta definição identificamos uma palavra que podemos considerar como chave no trabalho de gerenciamento do trabalho, o “padrão”.

As funções operacionais deveriam ser são baseadas em padrões. Além disso, a grande maioria do trabalho realizado nas organizações refere-se às funções operacionais. Isso quer dizer que os resultados obtidos pelas empresas dependem muito dos padrões definidos para as funções operacionais. O gerenciamento do trabalho deve atuar sobre os padrões se desejarmos obter resultados diferentes a partir das funções operacionais.

Mas como isso é feito? Tudo começa a partir da definição de metas, pois gerenciar é atingir metas.

A mudança dos padrões ocorre em função da necessidade de alcançar metas, que podem ser metas de melhoria ou metas padrão. Na prática funciona assim, se quisermos atingir metas de melhoria, precisaremos criar novos padrões ou melhorar os existentes, mas se quisermos atingir metas padrão, temos apenas que cumprir os padrões existentes.

A partir disso podemos dizer sem medo que a padronização é o eixo principal dentro do gerenciamento das empresas, tudo gira em torno dos padrões.

Olhando a tabela acima percebemos que o fluxo do trabalho, quando as anomalias existem em quantidades muito reduzidas, será focado em atingir as metas que foram criadas a partir do plano estratégico. Esse trabalho estará gerando valor agregado, diferente de quanto houver a ocorrência contínua e crônica de anomalias no processo de trabalho, pois ao invés de buscarmos atingir objetivos estratégicos, estaremos tratando e corrigindo anomalias.

Já foi dito anteriormente, mas penso que não custa repetir: eliminar as anomalias é a prioridade total dentro de uma organização, pois só assim haverá sobrevivência em um mercado competitivo.

Na busca da excelência o conhecimento é um fator decisivo. Vamos então falar um pouco sobre conhecimento.

A PRODUTIVIDADE e a COMPETITIVIDADE são alcançadas por meio do CONHECIMENTO. Nada substitui o conhecimento.

O conhecimento faz com que as pessoas cresçam como seres humanos e aumentem o seu valor agregado.

Se quisermos que um supervisor gaste o menor tempo possível tratando de anomalias, temos que treinar e capacitar as pessoas nas funções operacionais. Desta forma o supervisor trabalhará menos com o acompanhamento dos padrões para se dedicar em assessorar os operadores de suas equipes.

As funções gerenciais são embasadas no conhecimento. O conhecimento é que propicia que as pessoas nestas funções consigam atingir metas ousadas que farão a empresa alcançar resultados excepcionais.

A cada dia a tecnologia trará mais e mais soluções orientadas para a automação de funções operacionais. Qual será então o destino das pessoas que executam essas funções? Elas terão que adaptar-se para trabalhar nas funções gerenciais, pois é aí que está o futuro das empresas.

Como então poderemos preparar as pessoas para as funções gerenciais? Através do conhecimento, pois como foi dito anteriormente, as funções gerenciais estão embasadas nele.

Com isso, finalizamos esta parte e o Capítulo I. O livro sugere que a equipe envolvida no estudo faça uma reflexão sobre os conceitos apresentados para que eles sejam mais bem compreendidos e assimilados. Esta reflexão pode ser feita avaliando como está hoje a empresa onde trabalham no que se refere a cada um dos pontos apresentados.

Finalizando este capítulo, resolvi mudar a forma como vou conduzir a análise do livro. Observei que o conteúdo precisa ser bem estudado e que isso demandará certo tempo, o que pode acarretar em demora para novas postagens no blog. Apesar de o livro ser um tema excepcional, o blog ficará um pouco engessado se não houver diversidade de assuntos.

Por isso vou intercalar os posts de análise do livro com outros posts que achar interessante. Pode ser que no futuro, caso venha a estabelecer uma meta para concluir a análise do livro, eu acabe dedicando um blog somente com essa finalidade.

Até o futuro!